O efeito que a aflatoxina pode causar
 

Depende da dose e da freqüência com que é ingerida e pode ser agudo (letal ou não) ou subagudo.   O efeito agudo é de manifestação e percepção rápidas, podendo levar  o animal à morte, porque causa alterações irreversíveis, e é resultante  da ingestão de doses geralmente elevadas.   O efeito subagudo é o resultado da ingestão de doses não elevadas  que provoca distúrbios e alterações nos órgãos do homem e dos  animais, especialmente no fígado.   Ambos os casos dependem da espécie animal  (umas são mais susceptíveis que outras), da idade (os mais jovens são mais afetados), do estado nutricional, da freqüência da ingestão e também do sexo.   Sabe-se, também, que ela pode provocar cirrose, necrose do fígado, proliferação dos canais biliares, síndrome de Reye  (encefalopatia com degeneração gordurosa do cérebro), hemorragia nos rins e lesões sérias na pele, pelo contacto direto.   Além disso, os produtos do seu metabolismo, no organismo  (principalmente o 2,3 epóxi-aflatoxina) reagem com DNA e RNA, em nível celular, interferindo com o  sistema imunológico da pessoa ou do animal.  Isto faz com que a resistência, às doenças em geral, diminua.   Além dos problemas citados, já está comprovada a sua relação com a incidência da hepatite B e do "kwashiorkor".   Todos estes problemas, obviamente, dependem da quantidade e freqüência da ingestão de produtos com aflatoxina  e da idade da pessoa.   Há, também, o risco do desenvolvimento de câncer primário do fígado.   A Organização Mundial da Saúde já concluiu que a aflatoxina pode  desenvolver câncer primário no fígado do homem. Isto, evidentemente, não significa que, ingerindo aflatoxina, a  pessoa fatalmente contrairá câncer, mas sim, um risco.   Em países da África e da Ásia, onde se consome, regularmente,  alimentos contaminados com aflatoxina,  a incidência de câncer no fígado é de, aproximadamente, 13 casos  por 100.000 habitantes, por ano.   O limite máximo permitido, em alimentos destinados ao  consumo humano, é de 20 µg/kg (ppb), somadas as aflatoxinas B1, B2, G1 e G2,  estabelecido pelo Ministério da Agricultura em 1996 e pelo Ministério da Saúde em 2002.   O consumo de rações contendo farelo de amendoim, milho,  ou qualquer outro alimento contaminado com a aflatoxina, pode causar a morte de animais  ou diminuir o seu desempenho, desenvolvimento e produção, de maneira que só será percebida quando o prejuízo  já ocorreu, além de provocar câncer no fígado em várias espécies.   A ingestão da aflatoxina diminui a produção do leite, a produção e  eclodibilidade dos ovos, passa para o leite (1 a 3% da toxina ingerida) e, por conseguinte, passa para o queijo, iogurte etc, sem falar nos riscos que as crianças correrão  consumindo leite. A susceptibilidade dos animais à aflatoxina pode ser classificada em  três níveis, a saber : a) Muito susceptíveis (DL50 até 1 mg/kg peso vivo):  trutas, marrequinhos, cobaias, coelhos, cães, gatos e peruzinhos. b) Susceptíveis (DL50 até 10 mg/kg) porcos, bezerros, pintinhos, frangos, codornas, faisões, vacas, marta, ratos e macacos. c) Muito pouco susceptíveis : ovinos e camundongos.

 

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