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NOTÍCIAS BREVES


OCRATOXINA A EM CAFÉ VERDE

A ocratoxina A (OA) é uma toxina que ocorre naturalmente, produzida por fungos dos gêneros Aspergillus e Penicillium, que podem crescer em cereais e outros alimentos. A OA tem sido relatada contaminando vários cereais e seus produtos, leguminosas, e outros alimentos, inclusive café. A OA foi, também, detectada em produtos cárneos de animais não ruminantes que ingeriram alimentos contaminados.

Foi estabelecida a ligação entre a OA e dano aos rins e tem potencial carcinogênico. As autoridades sanitárias européias têm advertido que a OA deve ser considerada um carcinógeno genético e que seus níveis deveriam ser reduzidos aos mais baixos níveis tecnologicamente atingíveis. A Comissão Científica Européia também considera a OA como um potente agente nefrotóxico, carcinógeno e que tem propriedades genotóxicas. O Comitê Conjunto de Especialistas em Aditivos de Alimentos (JECFA) considerou a toxidez da OA e propôs um limite provisório para ingestão semanal para a AO, de 100 ug/kg de peso corpóreo.

O Ministério da Agricultura, Pesca e Alimentos (MAFF) da Inglaterra fez em 1996, um levantamento da ocorrência de OA em café grõs de café verde importados provenientes de 21 países, num total de 291 amostras, das quais 75 eram robusta, 153 arábicos e 63 de outros tipos (orgânicos, descafeinados, etc.)

Os resultados mostraram que 181 (62%) das 291 amostras não continham quantidades detectáveis de OA (isto é, poderiam conter OA abaixo do limite de quantificação que era de 0,26 g/kg).

A OA foi encontrada no nível ou acima do limite de detecção em 73% (55/75) das amostras de Robusta variando entre 0,26 a 27,3 ug/kg.

O maior nível de OA detectada em café Arábica foi 9,0 ug/kg em uma amostra de café lavado. Apenas 20% (31/153) das amostras de Arábica tinham concentrações acima ou ao nível do limite de detecção.

Foram analisadas dezessete amostras de grãos de café verde descafeinados. Seis delas continham quantidades de OA variando entre 0,26 e 7,7 ug/kg.

Fonte: Relatório do Ministry of Agriculture, Fisheries and Food, Inglaterra (MAFF).
Prof. Homero Fonseca
31/08/98


DEGRADAÇÃO DA OCRATOXINA NA TORRAÇÃO E OBTENÇÃO DE CAFÉ SOLÚVEL

Pesquisas verificaram que houve uma extensa degradação da ocratoxina A (OA), presente naturalmente em café Robusta cru, durante a torração e a obtenção de café sulúvel. Uma pequena proporção foi eliminada durante a limpeza mas, a maior redução deu-se na torração devida à degradação térmica. O café torrado e moído continha apenas 16% da OA originalmente presente. Uma redução adicional foi observada durante a manufatura de café solúvel, de modo que o pó continha apenas 13% da OA inicial.
FONTE: Blanc, M.;Pittet, A.; Munozbox, R. e Viani, R.  J.Agric. Food Chem., 46:673-675.
Prof. Homero Fonseca
22/9/98


FUMONISINAS EM CERVEJAS ESPANHOLAS

Foi constatada a presença de fumonisinas em 14, dentre 32 amostras de cervejas espanholas, com teores entre 4,7 e 85 mcg/litro.
FONTE: Torres, M.R.; Sanchis, V. e Ramos, A.J. Int. J. Food Microbiol., 39:139-143, 1998.
Prof. Homero Fonseca
22/9/98


Notícias do Codex Alimentarius

1.            A convite da Missão dos EUA, junto à União Européia, realizou-se no dia 8/7/98, reunião a respeito de temas que estão em discussão no âmbito do Codex Alimentarius. Participaram do encontro representantes da África do Sul, Arábia Saudita, Austrália, Brasil, Brunei, Canadá, Egito, Gâmbia, ïndia, Japão, Líbia, México, Nova Zelândia, Paraguai, Tailândia e Zimbabwe.

2.            De acordo com os norte-americanos, a iniciativa da reunião......origem nos resultados alcançados após encontros semelhantes realizados em Bruxelas e Genebra, em janeiro/98, especialmente sobre o projeto de regulamento pelo qual a Comissão Européia propunha alterar as normas comunitárias relativas aos níveis máximos aceitáveis de aflatoxina em cereais, frutas secas, nozes e laticínios. Os principais pontos da reunião organizada pela missão dos EUA, em Bruxelas, foram:

3.           Aflatoxina: nas discussões da 30a Sessão do Comitê do Codex sobre Contaminantes Alimentares, realizada em Haia de 9 a 13/3/98, teria ativa participação de certos países em desenvolvimento, que defenderam posição contrária à redução, no âmbito do Codex, dos níveis máximos aceitáveis de aflatoxina. Como resultado de pressões junto aos interlocutores comunitários e da citada reunião do Codex, a Commissão Européia também estaria revendo sua posição relativa à diminuição, na legislação comunitária, dos níveis aceitáveis de aflatoxina.

4.            Os EUA ponderaram, no entanto, que o Comitê sobre Contaminantes Alimentares não avançou nas discussões sobre aflatoxina em laticínios e que a Comissão Européia estaria prestes a apresentar proposta de regulamento comunitário sobre os níveis de aflatoxina em temperos e em ingredientes alimentares, razão pela qual caberia atentar para as notificações da UE no âmbito do SPS, bem como, para a próxima reunião do Codex sobre o assunto.

Fonte: Divisão de Produtos Básicos do Ministério das Relações Exteriores
Colaboração de Mônica de Lello Fonseca
19/9/98


TRICOTECENOS EM CERVEJAS NA CORÉIA

Cinquenta e quatro amostras de cerveja coreana e importada foram analisadas para verificar a presença de nivalenol (NIV), deoxinivalenol (DON) e zearalenona (ZEA). DON foi detectada em 14 amostras (19%) das cervejas coreanas e 50% das importadas e NIV foi encontrada em 43 amostras com uma incidência de 85%  para as coreanas e 58% das importadas. ZEA não foi encontrada em nenhuma delas.

Fonte: Shim, W.B.; Kim, J.C.; Seo, J.A. e Lee, Y.W. Food Addit. Contam., 14:1-5, 1997.
Prof. Homero Fonseca
26/10/98


Intoxicação experimental por Baccharis coridifolia (Compositae) em bovinos.
Experimental poisoning of cattle by Baccharis coridifolia (Compositae).

A total of 16 calves were used: 13 were fed single doses of 0.5-5.0 g/kg of either freshly harvested or dried B. coridifolia; 1 was given 4 daily doses of 0.5 g/kg of dried plant, and 3 were controls. The plant was harvested at different times of the year from both male and female plants; levels of macrocyclic trichothecenes and their glucosides were much higher in female plants in flower than in male plants or plants not in flower. Ten calves died or were killed due to the toxicosis; the 3 calves that did not die had been given the male plant. Clinical signs included anorexia, dehydration, ruminal atony, abdominal distension and pain, liquid diarrhoea, dry muzzle, unsteadiness and sternal recumbency. The main pathological findings included necrosis of the gastrointestinal tube, particularly in the forestomachs, and necrosis of the lymphoid tissues (apart from the thymus). It is concluded that the toxicity of the plant is due to the macrocyclic trichothecenes and that the female plant is more toxic due to its greater concentration of these chemicals.

Fonte: Varaschin-MS; Barros-CSL; Jarvis-BB.  Pesquisa-Veterinaria-Brasileira, 18 (2): 69-75, 1998
Prof. Homero Fonseca
04/11/99


THE ROLE OF FUSARIUM MYCOTOXIN MONILIFORMIN IN POULTRY CARDIOMYOPATHY

Weidong Wu

        Myopathies are diseases of the muscles affecting animals and humans alike.   We have been evaluating the etiological role of 3 commonly encountered water-soluble fusarial mycotoxins:  moniliformin, fumonisin B1, and fusaric acid, using chicken feeding trials and cytotoxicity assays of cultured chicken cells as model systems.  Results from feeding trials have implicated moniliformin, but not fumonisin B1 and fusaric acid, as a causal factor of cardiomyopathy.  Results from cytotoxic assays complemented observations in feeding trials, in that moniliformin is more selectively injurious to myocytes (both cardiac and skeletal) when compared with hepatocytes, splenocytes, macrophages, and chondrocytes.   Feeding trials also implicated additional unidentified chemicals produced by a Fusarium isolated from high-moisture corn as a cause of acute feed refusal and mortality, symptoms which can be prevented by supplementation of thiamin.  However, thiamin failed to negate moniliformin-induced cardiomyopathy.   This fusarial antithiamin factor is currently under investigation in my colleague's laboratory.  Another observation from feeding trials was that moniliformin-producing fusaria increased reddish discoloration in turkey breast muscle, and the exact causal chemical remains to be identified.  Moniliformin could be involved, as it is injurious to cultured skeletal myocytes.  The effect of mycotoxins on muscle color has a significant effect on the muscle marketability, since color is one criterion used in consumer acceptance of fresh meat products.  Identifying mycotoxins as causal factors in myopathies of uncertain etiology will allow us to develop preventive measures.  For instance, moniliformin-producing Fusarium is often isolated from high-moisture corn fed to cows that produced less milk in association with respiratory and cardiovascular stress, or fed to calves with feed refusal symptoms.  This type of Fusarium has been rarely isolated from ensiled corn.

Therefore, it is possible to prevent this type of mold by ensiling.  Our findings are often immediately disseminated in telephone extension conversations; as a result, more consideration has been put into dietary thiamin supplement for animals, as thiamin is part of the ingredients of antitoxin or antimold products.


MYCOTOXIN RESOLUTIONS IN AFRICA

 The First International Co-ordination Workshop on Mycotoxins in Food in Africa was held in Cotonou, Republic of Benin, on 6 - 10 November 1995. It was the first joint meeting of medical and agricultural scientists, and adopted the following resolutions. Prof. Wally Marasas of PROMEC attended this pioneering meeting.

The International Co-ordination Workshop on Mycotoxins in Foods in Africa meeting at Cotonou in the Republic of Benin, 6 - 10 November 1995, recognising the increasing importance of food grains, especially maize, as a staple food in sub-Saharan Africa, realising the extent of, and the heavy losses from, fungal and mycotoxin contamination of food grains at the level of production, storage, processing and use, and concerned that mycotoxins have a direct negative impact on human and animal health and on food grain trade, but aware that African governments are fully committed to the promotion of food security and safety, and improvement of public health and quality of life for their citizenry, does hereby resolve to reiterate that appropriate measures be taken to reduce the mycotoxin contamination levels in food grains to internationally accepted standards; advocate that resources be mobilised by African governments and the international community for the support of mycotoxinresearch and intervention initiatives; establish a mechanism for networking and collaborative research on mycotoxins to be known as Mycotoxin Africa Initiative; strongly recommend mobilisation of resources for support of Mycotoxin Africa Initiative and other existing initiatives; and further recommend the establishment of a steering committee; and request AMREF and IITA to jointly serve as the interim co-ordinating secretariat for the network.

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